Postal Ilustrado Antigo

Postal Ilustrado Antigo

Os números não enganam. A faixa etária que utiliza mais as novas tecnologias também compra mais postais ilustrados. Apesar de muitas pessoas considerarem que, actualmente, comprar postais ilustrados “já não se usa”.

Os postais ilustrados foram durante muito tempo bilhete-postal. Os emigrantes, por exemplo, usavam os postais ilustrados para dar notícias e para matar saudades dos familiares noutro país. Algumas décadas depois passaram a ser usados também para desejar boas festas, felicidades e para guardar uma recordação de um local que tenha ficado na memória.

Mas os postais já são mais do que recordações e ofertas. São, actualmente, usados para publicitar eventos culturais, festas, bancos, empresas, entre outros. São também motivo de colecção, investigação e até uma edição com cerca de 500 postais ilustrados que representa, todos os concelhos da região de Lisboa, Azambuja e Sesimbra, por exemplo.

Para além das multi-funções dos postais ilustrados, eles são muitas vezes uma obra de arte, pois apresentam designs originais com muitas cores e de vários preços. Veja aqui os tipos de postais que pode comprar e os seus preços.

As novas tecnologias vieram “estragar”, de certa forma, o negócio dos postais ilustrados, pois há quem opte por enviar um e-mail ou um SMS para desejar “parabéns” ou “boas festas”. No entanto, apesar das novas plataformas serem mais económicas, ainda há quem envie um postal aos mais chegados nas épocas festivas.

Se por um lado se dá menos importância aos postais ilustrados, por outro, há quem queira saber mais sobre eles. O Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, da Universidade do Minho está a fazer, desde 2007, um estudo cujo tema é “Os postais Ilustrados: para uma sócio-semiótica da imagem e do imaginário.” O projecto foi aprovado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Paulo Raniere

Paulo Raniere

Apesar de ter nascido no Rio de Janeiro, Paulo Raniere considera-se “um carioca”, pois foi criado lá.

O carioca, que está em Portugal desde 2007 para fazer o mestrado em Ciências da Comunicação na Universidade do Minho, gosta de ocupar os seus tempos livres a ver televisão, a navegar na internet, a ouvir rádio e ler “tudo aquilo” que “cai à frente da tela”. Gosta também de ir ao ginásio, cinema e “principalmente comer bem em algum sítio”, confidenciou-nos o jornalista.

Raniere, jornalista e pós-graduado em Marketing Político e Propaganda Eleitoral, tem uma “grande paixão”por Portugal, considera que esta “paixão é ajudada” pelo gosto que tem pela universidade e pelos professores do mestrado de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho.

O menino do Rio e carioca, quando era pequeno queria ser jogador de futebol e apesar do “potencial”, teve de desistir do sonho por causa de um problema no joelho direito. Perdeu-se, assim, um jogador de futebol e ganhou-se um jornalista “fanático” por futebol.

A incerteza paira no mundo jornalístico: qual será a política dos jornais tradicionais nos próximos anos? Será que o papel será definitivamente posto de lado em detrimento da Internet? Será que a folha vai ser rasgada e o click do rato a única forma de se ler notícias?

O Docente da Universidade do Minho, Luís Santos, no estudo para a sua Tese de Doutoramento, acompanhou a redacção online do Jornal de Notícias desde Maio de 2007, e chegou a algumas conclusões interessantes, que poderão responder a algumas perguntas mais frequentes sobre o futuro do jornalismo.

Durante o seu trabalho, o Investigador acompanhava as rotinas dos jornalistas, o seu trabalho e os seus métodos, sempre, diz, com “uma visão direccionada”. A relações profissionais entre os vários trabalhadores da redacção também foram alvo de uma observação tenta: a percepção de como é que o jornalista se relaciona com o paginador, com o resto da redacção e com o exterior.

Especificidades do online do Jornal de NotíciasInvestigador Luis Santos

O Jornal de Notícias online foi o primeiro jornal diário português a apostar nas edições online, e segundo Luís Santos, “um dos primeiros do Mundo”. Esta foi, aliás, uma ds principais razões para a escolha do Jornal de Notícias para a sua Tese de Doutoramento. Para entendermos o actual funcionamento do site e o seu passado, é necessário esclarecer que o diário pertence ao grupo Controlinveste.

Contudo, nem sempre assim o foi. O JN pertencia à PT-Multimédia que optou por alojar o site no portal “Sapo” , o que fez com que até há bem pouco tempo, sob alçada da Controlinveste, o jornal ainda estivesse “preso” contratualmente às obrigações com o canal Sapo. Desde Maio deste ano que a administração actual do JN conseguiu apostar de forma clara na inovação do site, mas nem sempre foi assim.

O Jornal de Notícias Online do passado

Durante vários anos e desde o seu aparecimento em 1995, que a edição online do maior jornal do Norte apenas reproduzia a edição impressa, não trazendo qualquer tipo de conteúdos novos aos leitores. Assim, a manutenção mediática do Jornal de Notícias online era, até Maio de 2008, feita da seguinte maneira: duas pessoas juntavam todo o conteúdo da edição em papel e enviavam para o “Sapo” que tinha pessoas responsáveis por publicar os textos enviados pela redacção do diário.

Inicialmente, o receio de traspôr para a Internet novos conteúdos que se relacionassem (e não copiassem) com os conteúdos da versão impressa era muito. Isto acontecia, segundo Luís Santos, porque as pessoas tinham “ambições muito pequenas e medo do que as pessoas do formato tradicional iam pensar do novo formato”.

Dados sobre o site actual do Jornal de Notícias

Na altura de maior exponente dos jornais online, havia pessoas em quem não se tinha expectativas e que se vieram a revelar fulcrais na obtenção de maior lucro através das edições virtuais. O contrário também se passou, pois de acordo com o investigador Luís Santos, “não é só colocar um jornalista da versão impressa num jornal online que faz dele um jornalista moderno” .

Actualmente, a página do Jornal de Notícias situa-se entre a 9ª e a 11ª página mais visitada de Portugal, fruto do investimento inicial feito pela direcção da Controlinveste. O jornal Público já é, segundo o investigador, um jornal rentável, o que preocupa toda a estrutura mass mediática mundial. Obviamente que não é pelo jornal Público, mas sim porque é um dos primeiros jornais em Portugal onde já se pode discutir a extinção da versão em papel (ou a sua redução para semanário ou jornal de fim-de-semana).

O Tradicional vs o Moderno

No final da sua apresentação, o Docente da Universidade do Minho, Luís Santos, tentou chegar a uma conclusão sobre a viabilidade futura dos formatos tradicionais, mas a única conclusão foi a de que o futuro é incerto e a nova era da informação e comunicação irá certamente alterar os padrões de funcionamento das estruturas tradicionais, isto se não as extinguir.

Pode ver aqui fotos da apresentação do investigador Luís Santos:

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Investigador Luis SantosPerfil do Investigador do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho

Nascido em Moçambique, Luís António Martins Santos tem actualmente 41 anos e várias experiências profissionais ao nível do jornalismo. Cresceu no Porto e em Gaia, mas mudou-se para Londres aos 24 anos para regressar ao nosso país sete anos depois. Actualmente vive e trabalha em Braga.

Começou na imprensa local e Rádios piratas (Nova Era e Universitária do Porto). O seu currículo conta também com experiência profissional no Jornal de Notícias, Rádio Press, BBB-World Service, Diário de Notícias (correspondente), TVI (colaborador) e RTP (colaborador).

Ao nível Universitário, foi um dos impulsionadores do curso de Comunicação Social da Universidade do Porto. Actualmente, é investigador do Curso de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho.

No que diz respeito ao ciberjornalismo, possui um blog com fotografias, participa no Jornalismo e Comunicação e, como sua página pessoal principal, o atrium.

(Foto: atrium.wordpress.com)

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